Centrão exige cargos e verbas para apoiar o fim da Previdência de Bolsonaro

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Se Bolsonaro achou que bastaria dar uma ordem unida e o Congresso iria responder como se fosse seu pelotão, estava bastante enganado. O “preço” dos deputados do centrão está sendo cotado em cargos e em dinheiro para emendas. Será de R$ 7 a 10 milhões por deputado.

Essa é a cotação aferida pelo colunista Bernardo Mello Franco do Globo. Há também boa parcela de parlamentares que não gostou de exclusão dos militares da proposta. Isso tudo sem falar da oposição, que vai resistir até o fim.
Por enquanto, o governo teria menos de 200 votos para aprovar a reforma na Câmara. Muito longe dos 3/5 (308) votos necessários para aprovação de uma emenda constitucional. Isso sem falar na chuva de emendas que os deputados vão apresentar para amaciar a reforma.
Ou seja, o discurso de Bolsonaro de que iria acabar com a velha política, além de ilusório, é inviável. O mercado e a velha mídia já enviaram sinais de que, sem a “reforma” da Previdência, esse governo é inútil e incômodo. A oposição e os movimentos sociais também vão entrar rasgando.
Ou seja, a guerra da Previdência promete ser longa, suja e sangrenta.

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